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Terça-Feira, 14 de Maio de 2019, 10h:32
A importância do cooperativismo
Presidente da ACI fala sobre o assunto
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As cooperativas devem ser protagonistas no processo de transformação da economia e ter mais diálogo com os parlamentares, não devendo apenas reagir em momentos de incerteza, afirmou o argentino Ariel Guarco, presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), entidade internacional que reúne 315 organizações cooperativas de 110 países.
“A veloz transformação da economia e a digitalização da maioria dos processos de produção, circulação e consumo de bens e serviços nos obriga a ser protagonistas. Se deixarmos que todo esse processo fique em mãos de grandes corporações, não estaremos cumprindo o papel”, disse.
Guarco esteve no Brasil para participar da 14ª edição do Congresso Brasileiro do Cooperativismo, realizado em Brasília. O evento tratou de desafios do cooperativismo no mundo, como governança e gestão, inovação, comunicação e representação política.
O presidente da ACI afirmou, ainda, que é preciso que as cooperativas dialoguem com todas as forças políticas. “Não podemos reagir somente quando querem nos impor mudanças normativas ou mudanças governamentais que nos prejudicam. Temos de ser capazes de falar com todas as forças políticas e incidir sobre elas para gerar contextos amigáveis de desenvolvimento do setor”, disse ele.
Ele disse que é fundamental haver representantes das cooperativas nos sistemas políticos de cada país que entendam e possam defender o cooperativismo. “Seguramente é louvável que dirigentes do nosso setor queiram assumir pessoalmente este desafio, mas também é necessário aumentar as redes de parlamentares cooperativistas”, afirmou.
“O Brasil é um bom exemplo disso e, na Argentina, buscamos criar algo similar. Temos de ser capazes de falar com todas as forças políticas e incidir sobre elas para gerar contextos amigáveis ao desenvolvimento do setor, entendendo que ele favorece o desenvolvimento das comunidades”, acrescentou.
Nosso setor deve ser capaz de dialogar com todos os setores democráticos que atuam nos cenários políticos de cada país, disse Ariel Guarco. “Quanto mais os líderes nos conhecem e quanto mais capacidade de diálogo, melhor. É claro que pode haver mudanças abruptas nas linhas de governo, mas elas não deveriam alterar as alianças estratégicas que, como setor, temos de ter com o Estado em seus diferentes níveis”, assinalou.
“Sem dúvida há líderes que nos reconhecem e nos dão mais participação que outros, mas em todos os países da América do Sul existem organizações setoriais potentes que podem e devem incidir para melhorar as condições políticas e normativas em favor das cooperativas. Temos que assegurar que os governos, mais do que as lideranças, nos levem em conta para trabalhar em grandes eixos como o desenvolvimento sustentável, a paz, os direitos humanos e os programas econômicos que coloquem no centro o ser humano”, concluiu o presidente da Aliança Cooperativa Internacional.

https://www.estadao.com.br/, com adaptação da Fecoagro

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